O SABER COMO LEGADO AFRICANO: ROMPENDO COM O SILENCIAMENTO ACERCA DOS CONHECIMENTOS ORIGINÁRIOS DA ÁFRICA.
Rebeca Gonçalves dos Santos[1]
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo
discutir a respeito das contribuições africanas para a humanidade, com destaque
para as contribuições intelectuais e científicas, evidenciando a rejeição da
real história da África como berço não só da humanidade, mas também como criadora
de culturas originais que se desenvolveram e se difundiram, através dos
séculos, por diversos meios comumente ignorados pela historiografia tradicional.
Debruçar-nos-emos, portanto, no estudo de elementos da história da África que
evidenciam a riqueza do continente e suas múltiplas contribuições legadas à
humanidade, sustentando que o historiador ao escrever sobre a história do povo
africano precisa renovar seus métodos e renunciar a perspectiva eurocêntrica em
que está pautada a maior parte das produções historiográficas, difusora de
diversos mitos e preconceitos.
Palavras-chave: África. Humanidade. Cultura africana. Eurocentrismo. Historiografia. História da África. Mitos e preconceitos. Intelectualidade africana. Conhecimento.
Introdução
Tratar da história da África não deve ser
interpretado como um retorno ao passado, mas sim como fundamento para a
construção de uma história viva, presente. Nesse sentido, o apagamento da
África enquanto berço da humanidade e das civilizações tem caráter político, da
mesma forma romper com esse silenciamento também possui caráter político.
Posto que este artigo está pautado na
defesa de que o continente africano é
o berço das civilizações,
considero importante expor a definição do conceito “civilização” conforme o dicionário:
Civilização: Ação de civilizar; ato de se civilizar.;
Conjunto das características próprias da vida intelectual, social, cultural,
tecnológica etc., que são capazes de compor e definir o desenvolvimento de uma
sociedade ou de um país.; Condição daquilo que se encontra em avanço;
desenvolvimento cultural; progresso.[2]
Diversos estudos como os dos pesquisadores
Nayan Chanda e Elisa Larkin Nascimento nos permitem identificar a anterioridade
da evolução dos povos africanos quanto à agricultura, criação de gado,
metalurgia, conhecimentos medicinais, entre outros, que convergem no
desenvolvimento da civilização.
É de grande importância entender como a África
em toda sua territorialidade, serviu como base e fundamentação para o desenvolvimento
e os processos de globalização no mundo. Processos estes iniciados a partir de migrações,
diásporas e movimentações e que foi necessário para o deslocamento dos primeiros
seres humanos em relação ao resto do globo, sendo possível identificar um
princípio de processo globalizante tendo partido do continente africano.
Posteriormente, com a sedentarização possibilitou a formação de novas culturas e
sociedades que possibilitaram futuramente uma reconexão de grupos a partir de
um intercâmbio cultural e intelectual.
A deturpação da história africana que
caminhou junto à conquista europeia da África, Ásia e América - tendo em vista
que a colonização pautava-se em ir além da conquista de terras - objetivava o
apagamento de culturas e a consequente sobreposição da cultura europeia. A
colonização desprezou povos e sociedades complexas, invisibilizou sujeitos e
silenciou aspectos da intelectualidade africana, dos conhecimentos científicos
e tecnológicos que deixaram como legado à humanidade.
I.
História da Intelectualidade africana: Um estudo de caso sobre a origem africana da filosofia.
“A escrita é uma
coisa, e o saber, outra. A escrita é a fotografia do saber, mas não o saber em
si. O saber é uma luz que existe no homem. A herança de tudo aquilo que nossos
ancestrais vieram a conhecer e que se encontra latente em tudo o que nos
transmitiram, assim como o baobá já existe em potencial em sua semente”. Tierno Bokar. In _ Bâ, Amadou Hampatê. O
menino Fula, 2013
A retórica da negação dos conhecimentos
provenientes do continente africano foi desenvolvida pelos europeus associada
aos processos de colonização, objetivando a desapropriação da África de seu
legado intelectual e material, visando destruir sua identidade e facilitar a
dominação. O desconhecimento do Saber
proveniente do continente africano permite a manutenção de diversos mitos e preconceitos.
Existem diversas áreas de conhecimento que
floresceram na África e prosperaram. Foi no continente africano que se deu o
processo de domesticação da natureza, a passagem de caçador e coletor de frutos
e raízes para a agricultura e pecuária tendo aparecido há 15 mil anos atrás
perto da atual Nairobi (Quênia), bem como o desenvolvimento de equipamentos que
facilitassem esse trabalho é senão um marco da primeira revolução científica e
tecnológica da história da humanidade. Quanto aos conhecimentos medicinais,
pesquisas apontam que já em 2.800 a.C., um egípcio denominado Imhotep dominava
diversas técnicas da medicina incluindo anestesia, vacinação, conhecimentos
anatômicos e farmacêuticos. Outra área
de destaque do saber africano é a astronomia, evidenciado pelo desenvolvimento
de um sistema de calendário altamente complexo desenvolvido até o primeiro
milênio a.C. na África Oriental, baseado em cálculos astronômicos. Já quanto à
metalurgia, existem evidências de que há mais de dois mil anos os haya, que habitam a Tanzania, produziram
fornos que superavam de duzentos a quatrocentos graus centígrados, a
temperatura atingida por fornos europeus até o século XIX.
A lamentável dinâmica com que nos
deparamos, no entanto, é a limitação do saber africano à esfera do lúdico, ao
passo que aos brancos são associados atributos como a atividade econômica,
intelectual, científica, política e tecnológica.
Essa limitação fica evidente através da
realização de estudos acerca da origem da filosofia. A filosofia é concebida em
sua maioria tanto enquanto termo quanto como conceito como criação dos gregos.
Proponho neste trabalho um caminho contrário a essa noção de gênese filosófica
grega, demonstrado que a filosofia - assim como a matemática, astronomia,
medicina, etc. - tem suas origens na África. Para isto, apresentarei três
pontos principais para o desdobramento da temática proposta, portanto, gostaria
de explicitar (1) como a África é
para além do berço da humanidade, o berço das civilizações; e que por essa
razão (2) é ao continente africano
que deve ser atribuída a primeira revolução tecnológica e científica da
história da humanidade, visando romper com a secundarização da África em termos
intelectuais; e por fim demonstrar (3)
que as diferentes etnias africanas fizeram uso de diversas formas de propagação
dos seus conhecimentos e de suas visões de mundo - evidenciado pelo trabalho de
transmissão oral, sobretudo das sociedades subsaarianas e das populações
africanas localizadas nos limites do deserto do Saara e do Sudão que legaram à
escrita a humanidade – por meio das quais podemos identificar o pioneirismo
africano nas ciências e tecnologias e que através de registros dos filósofos
gregos são apresentadas evidencias de que estes tenham recorrido à África para
estudar com os sábios do Egito Antigo.
Molefi Kete Asante[4], grande nome do afrocentrismo[5], com o artigo “An African Origin of Philosophy: Myth or
Reality?” foi um dos trabalhos que mais inspiraram essa pesquisa. Asante
discorre acerca de um dogma hegemônico nas academias ocidentais, incluindo as
africanas que se pautam no seguinte pensamento: “A filosofia é a maior de todas
as disciplinas/Todas as outras se derivam da filosofia/A filosofia é uma
criação dos gregos/Os gregos são brancos/ Portanto, os brancos são os criadores
da filosofia” (ASANTE, 2004).
O que resulta
dessa linha de pensamento é a visão de que os africanos podem ter religião e
mitos, mas a contribuição com o pensamento filosófico lhes é vetada, sendo
exclusivo dos povos gregos.
O próprio termo
“Filosofia” tido como originário da língua grega é passível de questionamentos.
Haja vista que, conforme elucida Asante, a maioria dos europeus que produzem
livros sobre etimologia não consideram as línguas zulu, yorubá ou amárico,
quando buscam identificar se a origem da palavra é conhecida ou desconhecida.
Evidenciando a recusa em aceitar a possibilidade de um termo utilizado na
Europa ser advindo da África.
Sendo assim, o
objetivo deste trabalho não é apenas demonstrar como o termo filosofia pode ter
sua origem na África, para além disso, pretendo demonstrar como a prática da
filosofia é originária do continente africano, muito antes dos gregos e que o
silenciamento acerca disso impacta no mundo. Tendo como base a premissa
apresentada por Asante, a concepção da filosofia como a maior das ciências ter
sido criada por brancos os coloca em uma posição extremamente privilegiada, que
serve de reforço para uma estrutura social que subestima a história da
intelectualidade da África.
Para demonstrar o quanto a prática
filosófica já era presente no contexto africano antes dos gregos, é
interessante realizar a análise da filosofia presente no simbolismo do Sankofa, que pertence à tradição akan. O ideograma de Sankofa significa “voltar e apanhar de
novo aquilo que ficou para trás”, ou seja, retornar as raízes no passado e
sobre elas construir o desenvolvimento de sua comunidade, visando sua
prosperidade.
Figura 1- Ideograma de Sankofa
Extraída da página 33 do livro “A Matriz Africana do Mundo” organizado
por Elisa Larkin Nascimento.
(1)
Esse ideograma pertence a um conjunto de
símbolos chamados adinkra, onde cada
um dos ideogramas é dotado de um significado complexo que expressa conceitos
filosóficos. Assim, é notório o pensar e a produção filosófica presente na
tradição akan.
Dessa forma, os desenhos do adinkra incorporam e transmitem aspectos
fundamentais da história, filosofia e acerca de normas e valores socioculturais
do povo de Gana (GLOVER, 1969).
Figuras 2 e 3 – Ideogramas
Extraídas da página 33 do livro “A Matriz Africana do Mundo” organizado
por Elisa Larkin Nascimento.
(2)
(3)
Outro caminho de pesquisa que evidencia a
presença e a prática da filosofia na Áafrica é o da análise de escritos gregos,
como por exemplo, o de escritos do grego Diodoro, da Silícia, datados do século
I a.C. em que o escritor em seu Sobre o
Egito diz:
(...)celebrados
entre os gregos pela inteligência e ensino, aventuraram-se para o Egito nos
tempos antigos, para que pudessem participar de suas tradições e copiar seus
ensinamentos. Os sacerdotes do antigo egito relatam em sua história, a partir
dos registros dos livros sagrados, que foram visitados por Orfeu e Museu,
Melampo, Dédalo, e, além desses, o poeta Homero, o espartano Licurgo, o ateniense
Solon, Platão, o filósofo, Pitágoras de Samos, e o matemático Eudoxo, assim
como Demócrito de Abdera e Enópides de Quios, também estiveram lá.
Nessse sentido, se torna evidente que o
Egito funcionou como a capital cultural do mundo antigo a qual os gregos
recorriam para obter conhecimento. Assim como Diodoro, aponta Asente, Isócrates
também deixa evidências disso quando em seu livro Bisurus afirmou que estudou filosofia e medicina no Egito.
O pesquisador Nayan Chanda, no livro
intitulado Sem Fronteiras (traduzido para o português), afirma que Heródoto,
por meio de suas viagens pelo continente africano, trouxe ao conhecimento dos
atenienses os aspectos culturais da África. As narrativas construídas por
Heródoto permitem um acesso às interações dos gregos com povos não gregos,
tendo percorrido o Egito discorreu com admiração acerca de aspectos culturais
da região, tendo inclusive afirmado que os nomes dos deuses gregos eram
provenientes dos egípcios (HERÓDOTO, II. 35).
A
filosofia teve seu início 2.800 anos a.C., cerca de 2.200 anos antes de surgir
Tales de Mileto, considerado o primeiro filósofo ocidental. Segundo Asante:
Nossos ancestrais 30.000 anos atrás separavam ocre
vermelho de ferro em uma caverna da Suazilândia. Eles deveriam ter alguma ideia
sobre aquilo que estavam fazendo. Devia haver alguma reflexão, algum processo
pelo qual os anciões determinavam o que era para ser utilizado, para o que e em
qual ocasião. Dessa forma, antes mesmo da escrita, temos evidências de que os
africanos estavam engajados em discussões significativas sobre a natureza de
seu ambiente. (ASANTE, 2004)
Fica evidente que o desenvolvimento
filosófico e os conhecimentos desenvolvidos na Grécia foram resultados das
viagens feitas pelos gregos rumo à África para a realização de estudos e
obtenção de conhecimentos. Na África a prática da filosofia já era exercida por
Imhotep, Ptahhotep, Amenemhat, Merikare, entre outros, muito antes do
surgimento dos filósofos gregos e antes mesmo de existir qualquer civilização
europeia.
Portanto, existem diversos trabalhos de
estudiosos que se dedicam a confrontar a história cercada de mentiras e
omissões acerca da África e dos africanos, rompendo com o apagamento da bagagem
intelectual originária do continente africano.
Parte II
II. Impactos do mundo mulçumano na
África.
Esta segunda parte do artigo tratar-se-á
da discussão acerca dos impactos gerados pela religião islâmica ao adentrar o
continente africano - processo que teve início no século VII após a morte do
Profeta - e do estudo e explanação dos frutos desse contato, com ênfase no
desenvolvimento de culturas, na difusão de conhecimentos, do ensino e no
surgimento das universidades.
No fim do século VII após a concretização
da expansão islâmica para o norte da África, o continente ficou dividido em
três províncias: Egito, Ifriqiya e Magreb, cujas capitais localizavam-se respectivamente em al-Fustat, Kairuan e Fez. Durante um
século essas regiões reconheceram como soberanos os califas do Oriente, já no
século IX se tornaram reinos independes, fragmentando-se em três dianastias:
Dinastia Tulunida (Egito e Síria), Dinastia Aglábida (Kairuan) e Dinastia
Idrísida (Magreb).
Ahmad Ibn-Tulun da Dinastia Tulunida
promoveu no Egito um renascimento cultural tanto nas artes quanto no saber,
conforme apontam estudos de Ricardo da Costa em seu artigo A expansão árabe da África e o Impérios Negros de Gana, Mali e Songai
(sécs. VII-XVI)[6].
Ibn-Tulun construiu uma série de estruturas durante o período em que esteve
no poder, como a Mesquita Ibn-Tulun, um hospital, banhos públicos, palácios, um
arqueduto e até mesmo uma nova capital localizada em Qatai. A dinastia Aglábida
promoveu o desenvolvimento de diversas práticas intelectuais, criaram uma
marinha, desenvolveram técnicas de agricultura, irrigação, arquitetura e das
artes.
Figuras 4 – Mesquita
de Sidi Okba, em Kairuan.
Extraída do artigo de Ricardo da Costa: A expansão
árabe da África e o Impérios Negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI)
A qualidade e riqueza do conhecimento arquitetônico
do período são facilmente perceptíveis quando analisamos a Mesquita de Sidi
Obka, erguida em 670 em Kairun. A complexidade da construção e a qualidade da
arte é de uma proporção tão grande que a Mesquita tornou a cidade de Kairuan a
quarta cidade santa do Islã, sendo vista como um dos quatro portões do paraíso.
Também é um marco das artes desse período,
a intensa dedicação às chamadas artes menores. Azulejos envernizados, louças de
barro, vidros, vasos de cristal, caixas ricamente decoradas com incrustações de
marfim, osso ou madrepérola (tanto na madeira quanto no metal), tinteiros, tudo
com motivos geométricos. (COSTA, 2009)
Sendo assim, é possível perceber o quanto
a África do Norte islâmica foi promotora e estimuladora de diversas artes.
Outro aspecto de destaque do mundo mulçumano na Idade Média é o seu impacto no
ensino. A religião islâmica estimulava o universo do conhecimento, Costa afirma
que em 988 Iacub Qilis convenceu o califa egípcio Aziz a custear a educação
para estudantes na mesquita de el-Azhar. Nesse sentido, identificamos um marco
do início do ensino público e de um movimento universitário que antecede em cem
anos as movimentações na Europa.
É importante destacar também que já no
final do século X a biblioteca do Cairo já era uma das maiores do mundo de que
se tinha conhecimento. Outro fato marcante é o da criação da Casa da Sabedoria (Cairo) pelo califa
al-Haquim destinada ao ensino da teologia xiita dos ismaelitas, da astronomia e
da medicina. O califa doou sua coleção de manuscritos à instituição com o
objetivo de disseminar e estimular a leitura e a transcrição com a finalidade
de que todos pudesse obter instrução, conhecimento. O local abrigou também um
observatório astronômico, onde trabalhou o maior dos astrônomos muçulmanos, o
egípcio Abu’l Hasan ibn Yunus (RONAN, 2001: 100-101).
Diante disso, fica evidente que uma
multiplicidade de conhecimentos floresceu no continente africano que sempre
esteve marcado por uma gama de saberes e culturas ao longo da história.
CONCLUSÃO
Estudar acerca dos conhecimentos que tem
sua gênese na África nos permite identificar o a covardia que marca a visão
pejorativa construída sobre o continente. É notório o objetivo de “emburrecer”,
inferiorizar e desumanizar indivíduos negros. Romper com o silenciamento e
devolver o protagonismo à África não consiste em quitar uma dívida histórica,
consiste em trabalhar para quitar uma dívida presente da história da
humanidade.
Ao longo da história aos brancos foi
atribuído o Saber, a origem de
conhecimentos científicos, tecnológicos, matemáticos, das letras, e aos negros
sempre foram associados saberes lúdicos. O que nós que estamos dedicados a
romper com a leitura eurocêntrica da história do continente africano sabemos,
no entanto, contrapõe essa visão.
Para adentrar inteiramente esse universo
cultural africano altamente negligenciado é preciso flexibilizar o olhar de
pesquisador, se desprendendo de concepções ocidentais arraigadas de
preconceitos. Somente assim é possível produzir uma história da África
conferindo visibilidade ao continente que é berço da humanidade e que legou ao
mundo uma multiplicidade de saberes.
BIBLIOGRAFIA
ASENTE, Molefe Kete. Uma origem africana da filosofia: Mito ou Realidade? In: Revista de Humanidades e Letras – Vol 1/ Nº. 1/ 2014.
BÂ, Amadou. Hampâté. Tradição Viva. In: História Geral da África: Metodologia e Pré-História da África. Vol. I. Brasília: Unesco, 2010.
CANDIDO, Maria Regina. A África sob a ótica dos clássicos gregos e o viés africanista. – Disponível em: < file:///C:/Users/Professor/Downloads/15945-64561-1-PB.pdf> - acesso em: 17/05/2019
COSTA, Ricardo da. A expansão árabe da África e o Impérios Negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI). 2009 – Disponível em: https://www.ricardocosta.com/artigo/expansao-arabe-na-africa-e-os-imperios-negros-de-gana-mali-e-songai-secs-vii-xvi - acesso em: 30 MAI. 2019
DIOP, Cheikh Anta. A Origem Africana da Civilização: Mito ou Realidade? Trad. COOK, Mercer. (2018) – Disponível em: < http://www2.unifap.br/neab/files/2018/05/Dr.-Cheikh-Anta-Diop-A-Origem-Africana-da-Civiliza%C3%A7%C3%A3o-ptbr-completo.pdf > - acesso em: 17/05/2019
NASCIMENTO,
Elisa Larkin. A Matriz Africana do Mundo
(org). In: São Paulo: Selo Negro, 2018.
[1] Licencianda
em História UFRRJ , 6°P. - 2019.1
[2] https://www.dicio.com.br/civilizacao/
[3]
BÂ, Amadou. Hampâté Tradição Viva. In: História Geral da África: Metodologia e
Pré-História da África. Vol. I. Brasília: Unesco, 2010, p. 167-212.
[4] Estudioso
Afro-americano, historiador, filósofo, poeta, dramaturgo e pintor. Figura
proeminente nas áreas de estudos afro-americanos, Estudos Africanos e Estudos
de Comunicação.
[5] Asente,
criador do conceito, define a afrocentricidade como um tipo de pensamento, isto
é, de prática, na qual o africano se percebe como sujeito e agente ativo,
atuando na formação de sua própria imagem cultural e de acordo com seus
próprios interesses.
A pesquisadora Elisa L. Nascimento, que dialoga com Molefi Asante,
define o termo afrocentrismo como base de resistência ao etnocentrismo
ocidental e à hegemonia da brancura, mas não se opõe ao dinamismo cultural e ao
interculturalismo. A autora acrescenta que o termo se tornou o ponto de partida
para a construção de uma identidade de resistência negra que possa servir de
plataforma mobilizadora para o estabelecimento de uma identidade política de
projeto, visando uma intensa transformação da sociedade.
_Via: CANDIDO, Maria Regina. A África Antiga sob a ótica dos clássicos gregos e o viés africanista.
[6]
COSTA, Ricardo da. A expansão
árabe da África e o Impérios Negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI). 2009 – Disponível em: https://www.ricardocosta.com/artigo/expansao-arabe-na-africa-e-os-imperios-negros-de-gana-mali-e-songai-secs-vii-xvi - acesso em: 30 MAI. 2019

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